11 dicas para um currículo em inglês perfeito

Currículo em inglês

Um mercado globalizado e a possibilidade de trabalhar remotamente para empresas no exterior oferecem um potencial gigantesco de rendimentos em dólares para os profissionais preparados para essas oportunidades.

E o primeiro passo para ser achado por essas empresas é preparar seu currículo em inglês de acordo com os padrões usados pelo mercado internacional. Não basta fazer uma tradução simples do seu currículo original, por isso nesse post listamos algumas dicas para lhe ajudar a ter o CV em inglês perfeito.

1) Use as mesmas palavras-chave listadas pela empresa no anúncio da vaga

Muitos criam o currículo perfeito em sua visão, mas esquecem de olhar as demandas do mercado. Além disso, vemos diversos candidatos que usam exatamente a mesma versão dos seus currículos para todas as vagas e, assim, perdem, uma grande oportunidade.

As empresas vão lhe mostrar palavras-chave na divulgação da vaga, seja na listagem de competências ou de “soft skills” que são importantes de acordo com a cultura de organização. Ajuste a tradução de seu currículo em inglês para incluir essas expressões de uma forma que fiquem destacadas para que sejam facilmente identificadas pelo recrutador. Uma forma simples de aumentar sua taxa de sucesso ao se candidatar a uma vaga.

2) Inclua números e indicadores de suas realizações

Essa é uma tendência global no mercado de recrutamento e seleção, independentemente do país. Não basta listar suas qualificações e conquistas, você precisa quantificar essas realizações. Esse modelo de CV quantitativo é visto com ainda mais frequência nos países de língua inglesa.

Assim, assegure-se que cada etapa de sua carreira profissional seja corroborada por conquistas quantitativas, mostrando de forma efetiva o valor que você entregou para sua empresa e seus clientes. Se KPIs são importantes no seu trabalho, eles também são importantes em seu currículo traduzido em inglês.

3) Seja breve e objetivo, priorize suas habilidades mais importantes

Um recrutador gasta menos de 10 segundos na primeira análise de um currículo, ou seja, você precisa causar uma boa impressão inicial e estimular o profissional de RH a olhar seu CV em mais detalhe.
Portanto, use a área do Resumo Inicial no seu CV para destacar de forma contundente aquilo que você tem de melhor.

Não é necessário incluir todas as empresas nas quais você trabalhou ao longo de sua carreira, foque nas últimas experiências e naquilo que importa para a vaga que você quer. Um currículo enxuto de 1 página (ou 2, no máximo) tem mais valor do que uma “enciclopédia” que ninguém terá a paciência ou o tempo de ler.

4) Use linguagem ativa

Essa é uma característica bem importante de um currículo em inglês eficaz, você precisa detalhar sua experiência em primeira pessoa, usando termos específicos que realcem suas competências.

Por exemplo, use termos como “accomplished” e “completed” para introduzir aquilo que você entregou, sempre lembrando de usar números e indicadores, conforme mencionamos anteriormente.

5) Destaque suas informações de contato

Parece óbvio (e é mesmo), mas algumas pessoas esquecem de incluir informações básicas como o e-mail de retorno ou número de telefone no cabeçalho do currículo. Lembre-se que muitas vezes o arquivo foi enviado via um formulário no site da empresa ou um e-mail genérico de recrutamento e se você não incluir essas informações de contato, a empresa pode ter dificuldade de lhe enviar um retorno.

Um outro ponto importante aqui, que é diferente do modelo padrão de CV que usamos no Brasil, é que para países como EUA, Canadá e Austrália você NÃO deve incluir informações pessoais na introdução de seu CV em inglês, como Estado Civil ou Número de Filhos. Esse tipo de informação pode até surgir em uma eventual conversa durante o processo de entrevista, mas não é relevante nesse momento inicial.

6) Inclua um link para seu perfil do LinkedIn (ou website)

Mencionamos em detalhes em um post anterior sobre a importância de otimizar seu perfil do LinkedIn em inglês para ser encontrado por recrutadores internacionais. E associar seu LinkedIn ou site com seu currículo em inglês é uma forma inteligente de destacar conteúdos e outras formas de mídia que podem lhe dar uma vantagem na concorrência pela vaga com outros profissionais.

Inclua o link de seu perfil ou website no início do seu CV para que empregadores que se interessem pelo seu resumo consigam acessar de forma fácil mais informações de suas competências ou serviços oferecidos.

7) Use linguagem simples

Tão importante quanto usar uma estrutura verbal ativa é priorizar uma linguagem simples quando possível, em vez de usar muitos jargões, pois a pessoa responsável pela primeira leitura do seu currículo na empresa pode não ter o conhecimento técnico necessário para entender de forma clara o que você quer relatar.

Aqui, também precisamos levar em conta a cultura de objetividade dos países desenvolvidos, onde “ir direto ao ponto” é extremamente importante.

8) Evite a repetição excessiva de palavras

Essa dica vale tanto para seu CV em inglês quanto em português. A repetição excessiva, seja no início das frases ou no uso de termos técnicos, torna a leitura do conteúdo cansativa e gera uma primeira impressão ruim.

É importante no processo de tradução em inglês identificar quais os sinônimos que se aplicam para cada situação, garantindo que um especialista nesse processo faça uma revisão da versão final no currículo para evitar o uso de palavras com significados dúbios ou que não são usadas em casos específicos.

9) Não inclua datas no seu histórico acadêmico

Seu objetivo é listar as graduações que você concluiu ou está cursando, quando você conquistou seu diploma tem uma importância menor.

Principalmente para os profissionais com mais tempo de experiência no mercado, incluir a data de conclusão de curso há mais de 10 anos atrás pode lhe dar uma desvantagem contra alguém que conseguiu seu diploma mais recentemente. Infelizmente, essa é a realidade em vários processos, e retirar a informação da data de seu CV pode permitir que suas outras qualificações ganhem destaque, mesmo que o responsável pelo processo tenha algum “preconceito” contra idade.

10) Se você não tem experiência, foque nas suas habilidades

Nesse caso, vamos olhar o outro extremo. Se você está começando a sua carreira profissional e não tem experiências a serem listadas, o foco de seu currículo traduzido ao inglês deve ser nas suas realizações acadêmicas.

Destaque projetos nos quais você participou, pesquisas que realizou, bem como qualquer trabalho voluntário ou como freelancer (sempre lembrando dos indicadores numéricos) que realizou durante sua vida acadêmica.

Os profissionais de tecnologia que buscam um emprego no exterior devem listar as linguagens e tecnologias que dominam, cursos e eventos em que participaram e eventuais referências que podem confirmar esse conhecimento caso sejam contatados pelo empregador.

11) Evite o excesso de jargões

Como última dica, principalmente em uma época que os “entendidos” fazem questão de incluir um jargão de mercado a cada 5 palavras que falam ou usam em um texto, certifique-se de que o texto do seu currículo em inglês não tenha um excesso de jargões que tirem o brilho de suas realizações. Não adianta nada ter o “mindset” correto para uma vaga, ou a experiência em “pivotar” seus conhecimentos para estar à frente das “disrupturas” do mercado se você não consegue entregar valor à empresa que precisa de seus “skills” (entendeu o que queremos dizer ?)

Esperamos que essas dicas lhe ajudem a ter o CV em inglês ideal para concorrer as vagas atuais que oferecem muitas oportunidades para brasileiros que querem concorrer a vagas de trabalho no exterior. Se você precisar de ajuda, visite nossa página de serviços especializados de preparação de perfis do LinkedIn e currículos em inglês, além de um serviço exclusivo de preparação de profissionais para entrevistas de emprego em inglês.

E se você quer ouvir histórias de profissionais que já vivem essa realidade, ouça os episódios no nosso podcast Trabalhar no Exterior, com entrevistas cheias de dicas práticas para quem deseja ter uma experiência profissional internacional.

Aproveite vagas de TI no exterior (e ganhe em dólar)

Vagas de TI no exterior

Não é segredo algum que o mercado de trabalho mudou. Se antigamente a presença no escritório era obrigatória e profissionais de tecnologia tinham que morar em grandes centros para garantir as melhores vagas, um dos únicos pontos positivos da pandemia foi a disseminação do trabalho remoto, que virou o mercado de ponta cabeça e permitiu que boa parte das pessoas possa trabalhar de casa. Essa é uma tendência global que criou múltiplas oportunidades em diversos segmentos, principalmente na área de Tecnologia da Informação.

Assim, nesse post, vamos discutir essa nova realidade e como você pode buscar vagas de TI no exterior, para receber sua remuneração em dólares e não ter que se preocupar com o custo de vida em outro país ou o processo de visto.

The great resignation

O primeiro ponto que vamos abordar para entender o motivo do aumento do número de vagas de TI no exterior, e mais especificamente nos EUA, foi o que a mídia americana está chamando de “The Great Resignation”. Basicamente, muitas pessoas pediram demissão nos últimos meses durante a pandemia (4,3 milhões somente em agosto/2021) por vários motivos: mudança de carreira (ou mudança de vida), necessidade de ficar em casa para cuidar dos filhos devido ao ensino online (fato que impactou muito as mulheres), realocação para outra cidade para reduzir o custo de vida, entre outros.
O fato é que as empresas enfrentam um turnover muito alto e o número de novas vagas abertas para posições ligadas a tecnologia demonstra isso.

NOVAS POSIÇÕES DE TI NOS EUA

Novas Posições de TI nos EUA

Novas Posições de TI nos EUA

Como você pode ver, em 2021 as empresas nos EUA abriram 145.000 novas vagas, um aumento significativo ao maior número registrado nos últimos anos, 104.600 vagas em 2018.
Com a dificuldade de preencher as vagas com os profissionais locais, as empresas abriram seu leque de recrutamento para outras cidades e países.

Abertura de mercado

A lógica foi simples para as empresas: se meus empregados podem trabalhar de casa, essa casa pode ser em qualquer lugar do mundo. Então, os recrutadores começaram a botar a mão na massa e a expandir sua região de busca de profissionais.
O primeiro indicador que mostra isso é a quantidade de mercados entrevistados por posição, ou seja, em quantos mercados diferentes foram entrevistados candidatos para uma vaga específica. O crescimento foi de quase 50% de 2019 a 2021, de acordo com os números divulgados no estudo Hired’s 2021 State of Tech Salaries.

MERCADOS ENTREVISTADOS POR POSIÇÃO

Número de Mercados por Posição

Número de Mercados por Posição

Os benefícios são óbvios: ao expandir sua área de busca, as empresas têm acesso a mais talentos e podem controlar os salários oferecidos, pois não precisam levar em conta o custo de vida de uma região como California ou New York. Além disso, podem aumentar a diversidade na empresa, um problema ainda muito presente na área de tecnologia.
E para os profissionais brasileiros que buscam vagas de emprego de TI no exterior, a possibilidade de se candidatar a um emprego nos EUA permite ganhar um salário em dólares enquanto trabalham de sua casa ou de um Coworking no Brasil.

Aumento salarial

A lei de precificação de acordo com a oferta e demanda se aplica perfeitamente nesse caso, pois a dificuldade de contratação de profissionais levou a um aumento dos salários dos profissionais de TI no mercado norte-americano.
De acordo com a Dice Tech Salary Report, o salário médio de um profissional de tecnologia nos EUA foi de US$ 97.859,00 em 2020.
O mesmo relatório também mostrou as posições que apresentaram o maior percentual de aumento de salário:

- Analista de Cibersegurança (+16,3%)
- Cientista de Dados (+12,8%)
- Engenheiro DevOps (+12,2%)
- Engenheiro de Suporte Técnico (+8,2%)
- Engenheiro de Nuvem (+6,3%)
- Analista de Negócios (+5,3%)

Uma outra questão interessante que você deve levar em conta ao buscar uma vaga de tecnologia nos EUA é considerar qual a cidade da matriz da empresa que está lhe entrevistando. A série Paycheck to Paycheck da CNBC publicou recentemente uma comparação interessante entre diferentes salários de Engenheiros de Software em diferentes regiões do país:

- Louisville, Kentucky – US$ 70.000 por ano
- Austin, Texas – US$ 93.000 por ano
- San Diego, Califórnia – US$ 120.000 por ano

O inglês como porta de entrada

Se as barreiras físicas foram derrubadas e permitem você trabalhar para qualquer empresa no mundo, isso não se aplica quanto a comunicação: o inglês ainda é a chave para ter acesso a essas oportunidades.
Desde a criação do seu perfil de LinkedIn em inglês, tradução do currículo e preparação para entrevistas de emprego em inglês, você precisa estar pronto para atrair recrutadores e vender seu peixe na hora da entrevista.
Muitos recrutadores de empresas dos EUA, Canadá, Irlanda e Austrália usam o LinkedIn para buscar profissionais aptos para suas vagas e esse processo de busca é feito através de palavras-chave, portanto, isso aumenta ainda mais a importância de você otimizar essas informações de acordo com as práticas de mercado. Uma simples tradução com uma ferramenta automatizada pode diminuir suas chances e causar uma má impressão.
Além disso, se você tiver a preparação certa para o processo de entrevista, estará muito mais tranquilo e saberá como responder as perguntas e destacar suas qualidades profissionais.
Busque o apoio de profissionais especializados nessa tarefa, pois o ROI desse investimento é totalmente justificado considerando o salário potencial em dólares se você for contratado.

Como achar vagas remotas internacionais?

A opção de menor custo e grande retorno, sem dúvida, é apostar no poder do LinkedIn, pois 87% dos recrutadores usar LinkedIn regularmente. Seu objetivo aqui, como falamos anteriormente, é otimizar seu perfil para ser mais facilmente encontrado.
Outra opção interessante é buscar agências e sites especializados. No Brasil, um site bem popular é a Revelo. Nos EUA, você pode buscar sites especializados como a Turing, ou sites mais genéricos, mas extremamente eficientes como a Indeed.
Deixe seu currículo em inglês pronto e lapide o inglês que será necessário para a entrevista de emprego.
No nosso podcast Trabalhar no Exterior, entrevistamos André Martins, que atualmente trabalha para uma empresa nos EUA como desenvolvedor de front-end. Ouça esse bate-papo com muitas dicas práticas.

Lembre-se que nossa equipe na Spark English está pronta para lhe ajudar nesse processo, saiba mais sobre nossos serviços especializados e exclusivos no mercado e entre em contato para internacionalizar sua carreira.

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